05 Março, 2012
09 Fevereiro, 2012
BEGINNERS
As noites insones continuam. A falta de grana, proporcionada pelo retorno do estrangeiro e um hiato nos meus rendimentos, somados aos prazos que tenho que cumprir podem ser apontadas como possíveis causas. Mas a verdade é que há anos não durmo bem. Assim e pronto.
Tenho visto muitos filmes. Penso em criar um blog só para os filmes que vejo. Não sei. Mais um blog, mais uma virtualidade, mas uma frustração. Mais um lugar para falar e não ser ouvido. Mais um espaço para meus dramas.
Mas quero escrever de um filme de um cara chamado Mike Mills. Eu já tinha visto um filme seu antes, Impulsividade era o nome. Curti muito. Agora fui surpreendido com esse novo, Beginners. Baixei da internet, já que o cinema tá caro e prenderam meu camelô.
Ewan Mcgregor é o protagonista e mais uma vez está muito bem. Esse cara é um puta ator, não tão badalado, mas talvez um dos grandes de sua geração. Ele é competente, sempre.
O elenco conta ainda com uma atriz francesa, que eu acho muito gata, chamada Melaine Lurent. Ela era a dona do cinema em Bastardos Inglórios. É uma Julie Delpy da mova geração.
Não sei muito o que dizer desse filme, leia aqui pra saber mais:
Christopher Plummer arrebenta e levou o Globo de Ouro desse ano pelo filme. Deve levar o Oscar também.
A história gira em torno de Oliver (Mcgregor) que após a perda da mãe, recebe do pai (Plummer) a notícia que é gay (o pai) e que quer viver o resto que tem de vida com plenitude. Alternando entre as lembranças dos últimos momentos ao lado do pai, que descobre estar com câncer e o início de uma nova relação com uma garota fascinante e misteriosa (Melanie) o filme trata de recomeços de uma forma melancólica sem ser deprimente.
Confira:
Tenho visto muitos filmes. Penso em criar um blog só para os filmes que vejo. Não sei. Mais um blog, mais uma virtualidade, mas uma frustração. Mais um lugar para falar e não ser ouvido. Mais um espaço para meus dramas.
Mas quero escrever de um filme de um cara chamado Mike Mills. Eu já tinha visto um filme seu antes, Impulsividade era o nome. Curti muito. Agora fui surpreendido com esse novo, Beginners. Baixei da internet, já que o cinema tá caro e prenderam meu camelô.
Ewan Mcgregor é o protagonista e mais uma vez está muito bem. Esse cara é um puta ator, não tão badalado, mas talvez um dos grandes de sua geração. Ele é competente, sempre.
O elenco conta ainda com uma atriz francesa, que eu acho muito gata, chamada Melaine Lurent. Ela era a dona do cinema em Bastardos Inglórios. É uma Julie Delpy da mova geração.
Não sei muito o que dizer desse filme, leia aqui pra saber mais:
Christopher Plummer arrebenta e levou o Globo de Ouro desse ano pelo filme. Deve levar o Oscar também.
A história gira em torno de Oliver (Mcgregor) que após a perda da mãe, recebe do pai (Plummer) a notícia que é gay (o pai) e que quer viver o resto que tem de vida com plenitude. Alternando entre as lembranças dos últimos momentos ao lado do pai, que descobre estar com câncer e o início de uma nova relação com uma garota fascinante e misteriosa (Melanie) o filme trata de recomeços de uma forma melancólica sem ser deprimente.
Confira:
06 Fevereiro, 2012
50/50
Vi esse filme essa semana em uma de minhas noites de insônio. Gostei muito. Confesso que quando vi o Seth Rogen na capa, me desanimei. Como diria o Taylor, esse cara está fazendo tanto filme e atirando para tanto lado qu o resultado é que ele já não faz nada que eu goste há algum tempo (pra constar, odiei Besouro Verde). E um filme produzido por ele então. Orelha em pé.
Um filme sobre cancêr baseado em uma história real ( a do roteirista), então, teria tudo para dar merda (veja Funny People, com Rogen e Sandler). Mas o Joseph Gordon Levitt já tem seu status de ator cult, que conquistou com "500 Days of Summer" e arrebentou com "Hesher".
Conferi e curti muito. Confesso que lágrimas quase rolaram de meu olho esquerdo, amolecendo esse coração frio e maltratado.
A trilha sonora é do caralho também. O filme encerra com essa bela canção do Pearl Jam. Vale conferir
Um filme sobre cancêr baseado em uma história real ( a do roteirista), então, teria tudo para dar merda (veja Funny People, com Rogen e Sandler). Mas o Joseph Gordon Levitt já tem seu status de ator cult, que conquistou com "500 Days of Summer" e arrebentou com "Hesher".
Conferi e curti muito. Confesso que lágrimas quase rolaram de meu olho esquerdo, amolecendo esse coração frio e maltratado.
A trilha sonora é do caralho também. O filme encerra com essa bela canção do Pearl Jam. Vale conferir
05 Fevereiro, 2012
SÃO PAULO
Voltei para minha casa.
E de verdade, ao entrar no apezinho da Vergueiro, me dei conta que sim, esta é minha casa.
Seja pelo fato de que aqui estão a maior parte das coisas que venho acumulando pela vida, pelas lembranças dos últimos anos, os diversos objetos de valor sentimental espalhados pela casa... tudo aqui me lembra que em eu sou e quem eu quero ser.
Passei o fim de semana às voltas com o fechamento do texto final da tese e, até isso, foi prazeroso. Meu velho micro com dois monitores, minha cadeira dos tempos de Cuiabá, que comprei para fazer o mestrado. A vista da 23 de maio lá embaixo. O hospital onde nasci do outro lado da rua.
O barulho ininterrupto dos carros, que eu aprendi a fingir que é o barulho do mar. A feira na Liberdade. Os vizinhos daqui e os que vieram de Cuiabá. Os primos do Ipiranga.
Me senti em casa em São Paulo como nunca havia me sentido.
Que assustador.
E de verdade, ao entrar no apezinho da Vergueiro, me dei conta que sim, esta é minha casa.
Seja pelo fato de que aqui estão a maior parte das coisas que venho acumulando pela vida, pelas lembranças dos últimos anos, os diversos objetos de valor sentimental espalhados pela casa... tudo aqui me lembra que em eu sou e quem eu quero ser.
Passei o fim de semana às voltas com o fechamento do texto final da tese e, até isso, foi prazeroso. Meu velho micro com dois monitores, minha cadeira dos tempos de Cuiabá, que comprei para fazer o mestrado. A vista da 23 de maio lá embaixo. O hospital onde nasci do outro lado da rua.
O barulho ininterrupto dos carros, que eu aprendi a fingir que é o barulho do mar. A feira na Liberdade. Os vizinhos daqui e os que vieram de Cuiabá. Os primos do Ipiranga.
Me senti em casa em São Paulo como nunca havia me sentido.
Que assustador.
03 Fevereiro, 2012
VOLTAS
E VOLTEI
Ainda não cheguei à minha casa.
O que faço hoje.
Muitas surpresas me esperavam. Nem todas buenas. Mas é assim.
Agora a palavra de ordem é: ACABAR
Ainda não cheguei à minha casa.
O que faço hoje.
Muitas surpresas me esperavam. Nem todas buenas. Mas é assim.
Agora a palavra de ordem é: ACABAR
27 Janeiro, 2012
DIAS 8, 9 e 10 - GUATEMALA
Cruzei até a Guatemala.
Pelo rio, uma hora e meia. Depois mais 4 horas até Isla de Flores.
Dia seguinte Tykal, todo o dia.
Aí passei meu ano novo. Destaque para Stefano. Buena Onda italiano que conheci na viagem.
Pelo rio, uma hora e meia. Depois mais 4 horas até Isla de Flores.
Dia seguinte Tykal, todo o dia.
Aí passei meu ano novo. Destaque para Stefano. Buena Onda italiano que conheci na viagem.
| Nesse dia, perdi minha companheira de viagem, já que ela reencontrou sua família Lacandona e resolveu voltar para o seio de seu povo. |
| Fronteira |
| Cara de: Puta que pariu, onde é que eu to me metendo? |
| Peten, Gutemala |
| Rocio, Fer y Stefano |
25 Janeiro, 2012
DIAS 9 e 10 - GUATEMALA
Os diários seguem em seu próprio tempo.
O fim de ano em Isla de Flores foi intenso. Talvez por isso eu não lembre muito bem o que aconteceu nesses dias.
Um vídeo revela algumas hipóteses de minha amnésia. Vejam abaixo:
O fim de ano em Isla de Flores foi intenso. Talvez por isso eu não lembre muito bem o que aconteceu nesses dias.
Um vídeo revela algumas hipóteses de minha amnésia. Vejam abaixo:
24 Janeiro, 2012
VUELTA AL MUNDO
SEGUI VIAJANDO. Cheguei à Guatemala. Mas a preguiça também.
Na verdade, o prazo de entregar a tese aperta e escrever já não é mais um prazer fortuito.
Preciso dar a volta ao mundo agora
Na verdade, o prazo de entregar a tese aperta e escrever já não é mais um prazer fortuito.
Preciso dar a volta ao mundo agora
19 Janeiro, 2012
DIA 6 e 7 - YAXCHILÁN/BONAMPAKI/SELVA LACANDONA
As ruínas de Yaxchilán, foram as minhas favoritas. Elas não são tão impressionantes como outras que vi. Mas chegar depois de uma hora e meia, pelo rio, e encontrar as ruínas à sua margem, nua área verde, com umas cores tão fortes e vivídas que até as fotos ficaram esverdeadas, foi impressionante.
O fato dois bandos de dezenas de macacos estarem por ali. Macacos aranhas e bugios, gritando, atirando coisas e fazendo com que um grupo imaginasse que os gritos dos bugios tratassem de onças, e decidisse retornar, também foi bem engraçado.
Deixamos o grupo para trás, atrasamos nosso tour, mas estivemos com calma e tempo nas ruínas já vazias, uma vez que os guias fizeram todo o trajeto em uma hora. Levamos duas horas e meia.
Bonampaki é o outro conjunto de ruínas maias localizado nessa região fronteiriça com a Guatemala. Se notabiliza por um edifício com três camâras que guardam os murais mais conservados do mundo maia já encontrados. Inclusive preservam as cores originais.
Para chegar aí, você precisa pagar uma van dos índios Lacandones, já que o complexo está na selva Lacandona e é administrado por eles. Passamos a noite aí, num acampamento na comunidade.
Na volta de Bonampaki, nosso tour nos deixa na entrada do Parque e o motorista nos informa que um lacandon passa para nos buscar. Demora uma meia hora, até que surge nosso anfitrião.
Para minha surpresa, apesar de já ter pago e reservado uma cabana antes de sair de Palenque, ele me diz que armou uma barraca para nós. Eu armo um barraco e digo que não. Dou uma carteirada de jornalista (careira da Fenaj vencida há dois anos) e digo que trabalho para um guia de turismo até que no final, nos realocam em outro acampamento.
Tirando esse primeiro contato, os Lacandone foram o povo indígena mais simpático que encontrei em toda a viagem.
| nem só de turismo vivem os Lacandones |
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| Trajes Lacandones. Eu sou o primeiro à esquerda. |
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